Ofício a Petrúcia Camelo

O Presidente Cláudio Olímpio dos Santos enviou à destemida intelectual e sócia efetiva de diversas Academias de Letras (incluindo a ACALA – sócia honorária), Petrúcia Camelo, o ofício abaixo agradecendo a sua notável ação em ter conseguido com a coordenadora geral da V BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO, professora Sheila Maluf, um estande para todas as Academias de Letras sediadas no Estado de Alagoas.

OFÍCIO ACALA Of. nº 38/2011


Arapiraca, 8 de novembro de 2011

Prezada amiga e confreira Petrúcia Camelo

O seu entusiasmo em promover a cultura alagoana na V BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO conseguindo um estande para as Academias de Letras do nosso Estado, deixa transparecer sua dedicação e amor pela cultura alagoana, assim como seu interesse enérgico em constituir a unificação e o incremento das entidades culturais que, com imensurável sacrifício, vêm garantindo a sustentabilidade da cultura de um povo que necessita de lapidação harmoniosa e consciente para compreender essa realidade e fazer convergir para um só fim, a importância da cultura para seu próprio crescimento intelectual e espiritual.

Você, amiga Petrúcia Camelo, aguerrida mulher alagoana que muito nos orgulha, não precisa nos prestar agradecimentos. Nós, Presidentes e demais membros das Academias de Letras do Estado de Alagoas, assim como outras instituições ligadas a cultura que, também, foram beneficiadas é que temos que agradecê-la pela relevante e virtuosa atitude. Em nome de todos que fazem a ACALA – Academia Arapiraquense de Letras e Artes – presto-lhe o nosso terno agradecimento.

Diz uma linda lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem, discutiram. O amigo ofendido, sem nada a dizer, escreveu na areia: HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO. Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um estilete e escreveu numa pedra: HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA. Intrigado, o amigo perguntou: “por que depois que ti bati, você escreveu na areia e agora que ti salvei, escreveu na pedra?” Sorrindo, o outro amigo respondeu: “Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar. Porém, quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória e do coração; onde vento nenhum do mundo poderá apagar.”

Que belo exemplo amiga Petrúcia Camelo, se por acaso alguém não a agradecer pelo bem que recebeu, faça como o amigo ofendido, escreva na areia; porém, jamais esqueça que nós da ACALA, escrevemos na pedra da memória e do coração, o bem que carinhosamente nos outorgaste!

Receba nosso fraterno abraço.

Cláudio Olímpio dos Santos Presidente da ACALA – Academia Arapiraquense de Letras e Artes.